sexta-feira, 8 de março de 2013

As mulheres amadorenses do princípio do século XX

Hoje celebra-se o dia Mundial da Mulher. No início do século XX, também na Amadora se manifesta a alvorada da emancipação feminina na sociedade portuguesa. No trabalho e no lazer, as mulheres amadorenses mostram que são um contributo decisivo para a comunidade.


Neste extrato da Illustração Portuguesa (II série - nº555, 1916-10-09), pode tomar-se a consciência que na Amadora, do início do Sec.XX, a mulher vivia já momentos de emancipação - ainda que esta dinâmica ocorre-se apenas em determinados grupos sociais.




Na Fábrica de Espartilhos Santos Mattos (1902) na Amadora, as mulheres eram uma força de trabalho muito importante na primeira fábrica de grandes dimensões amadorense. Amadora que viria mais tarde, a ser o mais importante pólo da cintura industrial de Lisboa.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Clube Futebol Estrela da Amadora (1932-2012)


Foi fundado a 22 de Janeiro de 1932 por um grupo de sete jovens Amadorenses que partilhavam a paixão pelo futebol, reza a história que um deles, Júlio da Conceição, apontando as estrelas no céu deu a ideia para o nome do clube, o que foi aceite por todos. Apesar das dificuldades iniciais o clube resistiu, tendo feito o seu primeiro jogo contra o Palmense, clube da Palma de Baixo, tendo o Estrela vencido por 2-1, curioso foi o facto dos jogadores Estrelistas terem caminhado até ao estádio do adversário, o que serviu de aquecimento.


O equipamento tricolor do CF Estrela da Amadora tem como origem o facto de 2 ilutres individualides do Fluminense terem visitado o clube. em 1952, e terem oferecido 3 conjuntos de equipamentos "à fluminense". Na época da foto (1939), o equipamento era uma camisola azul com uma risca horizontal verde, calção branco e meias verdes.






Fontes:

Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Futebol_Estrela_da_Amadora
Fotos - Facebook de Mário Carvalho

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Amadora, uma história

Desde o Neolítico à atualidade, a Amadora foi sempre um lugar especial. Encaixada entre vales, as terras são férteis e a sua salubridade, exemplar. A proximidade da capital torna-a cosmopolita ou, no século XIX, uma estância de veraneio. A sua fertilidade terá tornado-a humanizada pelas civilizações sustentadas apenas pela agricultura e a criação de gado (Necróple de Carenque). No início do século XX, torna-se num dos pontos fulcrais da cintura industrial de Lisboa. De todo o pais, mas sobretudo do Alentejo, Beiras e Ribatejo, ingressam na Amadora milhares de famílias para trabalhar nas fábricas, cuja Sorefame e a Celcat são apenas dois casos muito representativos. Mais tarde a construção de vários pólos habitacionais e uma nova diáspora agora vinda dos PALOP, mais intensivamente de Cabo Verde, faz crescer a cidade e sobretudo aumentar a sua densidade populacional. 

Na minha opinião, a Amadora tem sido mal julgada nos últimos tempos e a auto-estima dos amadorenses tem sofrido com essa campanha. Se os bairros clandestinos são uma debilidade urbanística em vias de extinção, lembremos as instituições que dignificam a cidade: Escola Superior de Teatro e Cinema, Estado Maior da Força Aérea (EMFA), Academia Militar, Regimento de Comandos, Festival Internacional de Banda Desenhada e Associação Juvenil Moinho da Juventude. Relativamente, ao EMFA, há que referir que foi exatamente na Amadora que surgiu a primeira unidade operacional de aviação civil em Portugal.

Ainda na história da Amadora, pontuam um conjunto de personalidades ligadas ao espírito renovador que mediou o final da monarquia e o início da primeira republica. Entre eles, destacam-se Roque Gameiro, Delfim Guimarães, Cardoso Lopes. E mais tarde, o cientista-inventor Manuel António Gomes - conhecido também pelo Padre Himalaia.  

Necrópole de Carenque



Primeira unidade de aviação operacional em Portugal


Metropolitano - Construção de ML79 - Sorefame
Casa do aguarelista Roque Gameiro